8 de outubro de 20262º turno · 25 de outubro

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Motivo

O que o PT fez, tema por tema

Para levar na conversa, com a notícia na mão. Cada item tem a fonte e a data, para quem quiser conferir. Os resumos são nossos; os números e as falas são os que estão nas matérias.

Antes de mandar:Mostre a notícia, não xingue: ofender candidato ou eleitor fecha a conversa e pode virar processo. E diga a data. Notícia antiga passada como se fosse de hoje é desinformação.

Corrupção

2012

Mensalão: a cúpula do PT condenada no Supremo

O STF condenou por corrupção ativa José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil de Lula, José Genoino, ex-presidente do PT, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido. Para a maioria dos ministros, eles comandaram o repasse de dinheiro a partidos da base do governo no Congresso.

2015

Petrolão: R$ 6,2 bilhões perdidos com corrupção na Petrobras

No balanço de 2014, a própria Petrobras reconheceu uma perda de R$ 6,2 bilhões com a corrupção investigada pela Lava Jato, calculada sobre contratos com empreiteiras do cartel entre 2004 e 2012, nos governos Lula e Dilma. No ano, a estatal teve prejuízo de R$ 21,6 bilhões.

2018 a 2022

Triplex: Lula ficou 580 dias preso, e o caso acabou sem novo julgamento

Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, Lula ficou 580 dias preso em Curitiba, até novembro de 2019. Em 2021, o STF anulou as condenações: entendeu que a vara de Curitiba não podia julgar o caso e que o ex-juiz Sergio Moro foi parcial. O processo recomeçou em Brasília e foi arquivado em 2022 por prescrição, sem que o mérito fosse julgado de novo.

Emprego e custo de vida

2015 e 2016

A maior recessão já medida

A recessão começou no governo Dilma. Pelos números que o IBGE divulgou em 2017, o PIB caiu 3,8% em 2015 e mais 3,6% em 2016: a maior queda em dois anos seguidos desde o início da série, em 1947.

Mandar no WhatsApp

2024 a 2026

Taxa das blusinhas: cobrada por quase dois anos, retirada no ano da eleição

Em junho de 2024, Lula sancionou o imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, cobrado a partir de agosto daquele ano. Em maio de 2026, o governo zerou a taxa por medida provisória, e Lula sancionou o fim dela em setembro, a menos de um mês do 1º turno.

Segurança

2014 a 2016

O Brasil entre os 10 países mais violentos do mundo

Em 2014, no governo Dilma, 59,6 mil pessoas foram assassinadas no Brasil, cerca de 10% de todos os homicídios do mundo naquele ano, segundo o Atlas da Violência do Ipea. Em 2016, ano em que Dilma deixou o governo, a OMS contou 31,1 homicídios por 100 mil habitantes: a nona maior taxa do mundo, cinco vezes a média global.

Contas do governo

2015

Pedaladas: TCU reprova as contas de Dilma

Por unanimidade, o Tribunal de Contas da União recomendou ao Congresso rejeitar as contas de 2014 do governo Dilma. Pesaram as pedaladas fiscais, o atraso nos repasses a bancos públicos que pagavam programas sociais, e decretos de gasto assinados sem autorização do Congresso.

Aposentados e estatais

2025

A fraude no INSS

A PF e a CGU descobriram descontos não autorizados em aposentadorias e pensões, feitos por associações e sindicatos. O total descontado por essas entidades saltou de R$ 1,2 bilhão em 2023 para R$ 2,8 bilhões em 2024, e uma auditoria da CGU daquele ano já recomendava suspender os descontos. O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado em abril de 2025 e preso em novembro; o ministro da Previdência, Carlos Lupi, deixou o cargo.

2025

Correios: o maior prejuízo da história

Os Correios perderam R$ 8,5 bilhões em 2025, mais que o triplo de 2024 (R$ 2,6 bilhões); R$ 6,4 bilhões do rombo vieram de dívidas em processos judiciais. Para não quebrar, a estatal pegou R$ 12 bilhões emprestados com os maiores bancos do país, com garantia da União: se a empresa não pagar, o governo paga.

Venezuela e Cuba

2024 a 2026

Venezuela e Cuba não pagam, e a conta fica com o Brasil

Nos governos Lula e Dilma, o BNDES financiou obras de empreiteiras brasileiras na Venezuela, como o metrô de Caracas, e em Cuba, como o Porto de Mariel. A Venezuela atrasa os pagamentos desde 2017. Em 2026, a Venezuela devia US$ 1,2 bilhão e Cuba, US$ 676 milhões, cobertos por um fundo da União: quem paga o calote é o contribuinte.

Motivo não falta

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